domingo, 20 de dezembro de 2015

Aconteceu algo.
Que nunca vi antes.
Logo comecei a me concentrar
E eu sai do corpo
Como quem sai do guarda roupa
Como se tivesse aberto do pescoço até embaixo
E eu sai em carne
Andando de costas
Olhando aquele corpo
N havia minha cabeça
Eu via a luz roxa que emanava e em cima da roxa que era grande uma mais fina dourada
E fui andando em um escuro
Mas ainda dava pra enchergar as coisas
Até que
Veio uma serpente
E mordeu meu plexo solar e puxou
Era uma serpente branca
E ela puxou minha carne como se fosse pele
E eu fiquei um ser de luz mas n irradiado
Normal,meio transparente até
E ela começou a andar pelo meu corpo
Mas sem me tocaf
Me rondou
E eu acompanhava o movimento como se fosse os olhos dela
Logo depois
Ela tava comendo algo no meu plexo solar
Parecia uma pedra
Era denso
Ela teve trabalho pra comer
E enquanto comida
Sua cauda foi fazendo um aspiral
Em volta do plexo
E quando ela pôs a pedra toda na boca e engoliu
Ela se deixou levar pelo aspiral
E eu cai
Dessa vez numa escuridão
Fui caindo lentamente
Aí ficou tudo preto
E só aquele aspiral luminoso
E uma luz saindo como um olofote de onde a cobra tirou a pedra
E qnd cheguei lá em baixo  tinha algas grandes
E comecei a sentir a correnteza do mar
Fui me deixando levar
Vi um navio afundado
E..
Fui subindo
Até levantar das águas e ver a Deusa a beira da praia
Fui até lá
Corri até  lá
E ela entendeu meu despero
E pós logo a mão em meu plexo
Pós por trás das minhas costas
Atravessou meu corpo
Eu estava naquela forma mesmo
E ela disse
"qual a cor?"
Aí eu pensei e disse "verde"  meio incerta
Ela disse "pronto, aí está"
E ela moldou uma flor verde
Daquelas...











E aí eu fiquei feliz e calma
Deitamos na areia
Segurei sua mão e disse "como vou lidar com Jimmy?"
Ela disse "a cobra já n  fez isso?"
Refleti.
Eu disse "devo fazer feitiços e iniciar em bruxaria ?"
Ela disse "eu estarei com vc?"
"vc irá me encontrar lá?"
Então eu refleti.
Perguntei como tê-la sempre por perto
Ela me fez lembrar de uma definição que tinha me dado
"olhos de cigana, braços de Deusa, cabelo indefinido"
Ela me mostrou eu agindo e sobre minha pele um brilho roxo
Mostrou que de minhas mãos saem arte porque tenho braços de Deusa
Então ela pode expor o amor dela através de mim
Ela me tocou no corpo inteiro fazendo carinho
Como quem abençoa
Me aninhou e eu disse que sabia que ela era a mãe boa e a mãe intuição que apenas apoia
Ela sorriu
Ficamos abraçadas e eu senti vontade de acordar da meditação
E mostrar como poso ser roxa assim, apenas pelo meu querer

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